Pelo que pudemos apreciar, pouco importa se o último pico de produção de petróleo for em 2007, 2009 ou 2011, ou que os megaprojetos em andamento consigam adicionar  2 ou 3 milhões de barris, antes do pico final.

 

Pouco importa o tamanho das reservas, que ainda são muito grandes e vão durar muito tempo ainda.

 

 

Pouco importam eventuais descobertas dos campos gigantes remanescentes.

 

 

Pouco importam os projetos de sistemas globais de distribuição de gás liquefeito, transportado sob alta pressão e baixas temperaturas em ainda inexistentes navios, descarregado em inexistentes portos especiais, e reconvertido em gás em ainda inexistentes instalações.  

 

 

Pouco importa que o Brasil tenha  privilegiadas condições para produzir muito etanol e biodiesel, que a Austrália ou a Líbia tenham condições de captar energia solar em quantidades  enormes, ou que a Europa possa, teoricamente, viver de suas  “fazendas de vento”, construídas nos baixios da costa Norte.

 

 

Pouco importa até, que nossos cientistas nos proporcionem um milagre,  “zero point energy” ou outra solução  “caída do céu”.

 

Se a  produção mundial de petróleo seguir nos próximos anos a trajetória descendente exemplificada no continente americano, não há como evitar o colapso da economia mundial, devido à impossibilidade contrabalançar perdas tão grandes, em prazos tão curtos.

 

 

Porque não temos mais tempo, nem  – faltando energia – recursos, para fazer  agora o que talvez pudesse ter sido feito antes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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