Para o nosso País possivelmente não existirá outra saída senão tornar-se virtualmente autárquico, mantendo a economia doméstica em funcionamento através de programas internos de investimento na indústria pesada e na agricultura; financiados por moeda própria, títulos e papéis negociáveis em nossas próprias Bolsas de Valores; bancados pelo vigor de uma economia capitalizada por nossas fontes de energia renovável;  apoiados por nossa ampla força de trabalho e por um suficiente mercado interno.

 

E, sem afastar-se do primeiro mundo, pelo estreitamento dos vínculos com a China, com a Índia e com a Rússia, para o aproveitamento das evidentes oportunidades de intercâmbio nas áreas energética, de alimentos e de tecnologia avançada.

 

É fundamental a retomada dos programas de desenvolvimento da indústria pesada, descontinuados em 1984, inclusive os voltados para a auto-suficiência nuclear.

 

Precisaremos de um programa nacional de investimento estratégico que privilegie a produção de aço e de ligas especiais em quantidade suficiente para suportar grandes projetos de expansão e integração de metrovias, ferrovias e hidrovias; e que, mais que automóveis, viabilize a produção de milhares de vagões e locomotivas; implementos agrícolas, tratores, explosivos, máquinas de terraplanagem.

 

Que propicie o reaparelhamento das Forças Armadas.

 

Que priorize a produção de armamento, aviões militares, carros de combate, lanchas torpedeiras, cruzadores, submarinos; usinas de força, motores e geradores;  e produtos da petroquímica e da alcoolquímica, principalmente fertilizantes.

 

 

Não se pode perder de vista o fato de que as dimensões continentais de nosso país, aliadas ao seu já avançado nível de desenvolvimento industrial, lhe fornecem privilegiadas condições para minimizar as conseqüências imediatas da crise, e ganhar fôlego, utilizando-se de novas tecnologias surgidas em conseqüência da própria crise.

 

Com sua grande população e excepcional situação geopolítica o Brasil destaca-se como um dos mais bem dotados para sobrenadar no que tende a tornar-se uma dura luta pela sobrevivência.

 

 

Mas precisamos nos preparar física e moralmente para um longo período de crise.

 

 

A  “crise do milênio”, que tardou, mas infelizmente está nos batendo às portas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    

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